A luta em prol da Sa√ļde dos Trabalhadores

  A Secretaria Nacional de Sa√ļde e Seguran√ßa no Trabalho da UGT realizou nos dias 11 e 12 de agosto de 2016, em Curitiba/PR, uma atividade que busca construir um plano de a√ß√£o para a promo√ß√£o da sa√ļde e a preven√ß√£o das mortes, acidentes e adoecimentos dos trabalhadores e trabalhadores.

  Globaliza√ß√£o, mundo contempor√Ęneo, novas tecnologias, mudan√ßas de governo, cessa√ß√£o de direitos conquistados. Parece um ros√°rio que n√£o tem fim. A sa√ļde dos trabalhadores e trabalhadoras na atualidade vem sofrendo esses impactos que fogem da nossa capacidade de a√ß√£o imediata, de tanto que se sobrep√Ķem ao nosso cotidiano de lutas e ao nosso conhecimento individual. Precisamos de esfor√ßos e a uni√£o de um grupo cada vez maior e mais comprometido com a sa√ļde do trabalhador e da trabalhadora. Um grupo que norteie nossas a√ß√Ķes. A luta por um ambiente de trabalho digno e saud√°vel e consequentemente a melhora das condi√ß√Ķes de vida dos trabalhadores e trabalhadoras tem sido constante no movimento sindical. Historicamente a milit√Ęncia em sa√ļde do trabalhador e da trabalhadora tem sido um diferencial nas lutas de classe, pois a sa√ļde perpassa movimentos, bandeiras e categorias. Se at√© aqui conseguimos avan√ßar com muita luta e determina√ß√£o; a luta contra os retrocessos que se anunciam nos fortalece e abre perspectivas de somarmos com o m√°ximo poss√≠vel de companheiros e companheiras nesta miss√£o, destaca Cleonice Caetano Souza, secret√°ria nacional de STT.

Coletivo de Seguran√ßa e Sa√ļde

  "Tivemos a oportunidade de reunirmos parte deste coletivo, em Curitiba/PR, nos dias 11 e 12 de agosto de 2016 - concomitante a 19¬™ PREVENSUL (Feira de Sa√ļde e Seguran√ßa no Trabalho), onde a UGT esteve representada com estande atrav√©s do SINTESPAR - Sindicato dos T√©cnicos de Seguran√ßa no Trabalho no Estado do Paran√°, com a determina√ß√£o de qualifica√ß√£o para ampliarmos nossas discuss√Ķes e buscarmos construir a√ß√Ķes e propostas para a resist√™ncia contra os desmantelamentos de nosso sistema de prote√ß√£o e seguran√ßa no trabalho; criar alternativas de a√ß√Ķes de nossa central e seus filiados; ampliar nossa participa√ß√£o nos espa√ßos que temos direito e dever de ocupar quer seja em conselhos de sa√ļde; f√≥runs; plen√°rias onde a sociedade discute pol√≠ticas p√ļblicas. Contamos com a presen√ßa de dirigentes sindicais de 13 estados brasileiros, que reiteraram sua determina√ß√£o na luta pela sa√ļde dos trabalhadores e trabalhadoras", ressalta Adir de Souza, do Paran√°.

  "O movimento sindical precisa, no combate a altos √≠ndices de mortes, acidentes e adoecimentos no local de trabalho, a intera√ß√£o e a coopera√ß√£o entre as diversas secretarias tem√°ticas, visando um maior entendimento da import√Ęncia de clausulas de sa√ļde e seguran√ßa no trabalho, sua elabora√ß√£o bem constru√≠da e seu embasamento em legisla√ß√£o nacional e internacional", relata Jo√£o Carlos Figueira, um dos promotores destas discuss√Ķes na central.

Repercuss√Ķes na Sa√ļde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

  Dr. Zurer Handar, m√©dico e militante da STT com grande reconhecimento do movimento sindical nos deu uma aula sobre as transforma√ß√Ķes no mundo do trabalho e os impactos - perversos - na STT.

  "O movimento sindical e a sociedade tem que estar o mais pr√≥ximo poss√≠vel, e essa aproxima√ß√£o tem que partir do movimento sindical. Movimentos sociais, a sociedade tem que ter conhecimento das consequ√™ncias da falta de pol√≠ticas de preven√ß√£o no ambiente de trabalho; do descaso dos empregadores em rela√ß√£o √† STT nas empresas em que trabalhamos, e tamb√©m da luta do movimento sindical e de suas a√ß√Ķes na promo√ß√£o de uma condi√ß√£o digna de trabalho e promo√ß√£o da nossa sa√ļde. Trabalho √© condicionante de promo√ß√£o da sa√ļde, e como tal, usar a crise como desculpa para este descaso tem que ser denunciada e combatida. A verdadeira crise que atravessamos √© a crise √©tica. Isso sim tem sido verdadeiramente um empecilho. O que queremos √© trabalhar para viver, ou viver para o trabalho? O que querem nos impor √© uma jornada de trabalho que fere qualquer principio de dignidade. Precisamos lutar pela humaniza√ß√£o no trabalho, e isso promover√° uma melhor qualidade de vida a todos e todas", orientou-nos o doutor Zurer.

Seminário Interestadual dos Técnicos e Técnicas de Segurança no Trabalho

  Paran√°, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, promoveram uma atividade contando com a presen√ßa de cerca de trezentos participantes. Uma oportunidade de aproxima√ß√£o do movimento sindical da UGT com trabalhadores e trabalhadoras desmistificando opini√Ķes, conceitos e assuntos atrav√©s de uma plen√°ria participativa e cheia de duvidas.

Texto retirado da Revista Proteção.